11 de abr de 2013

[Crônica] ANTÔNIO MARIA – As Ruas



             [ PEDRO LUSO DE CARVALHO ]


ANTÔNIO MARIA, cujo nome de registro no cartório civil consta como Antônio Maria Araújo de Morais, nasceu em Recife a 17 de março de 1921. Maria, como era tratado pelos íntimos, escrevia crônicas diárias no O Jornal – onde permaneceu por 15 anos –, no O Globo, em 1959 – aí ficou por pouco tempo –, e na Última Hora.

Na TV Tupi, que foi inaugurada em 1951, Antônio Maria assumiu o cargo de diretor de produção da emissora. No ano seguinte mudou-se para a rádio Mayrink Veiga e daí para a TV Rio, onde, entre outras coisas, apresentou um programa com Ary Barroso durante o ano de 1957.

 Antônio Maria foi compositor, tendo como parceiros nomes famosos como Fernando Lobo, Luiz Bonfá – escreveu a letra de Manhã de Carnaval, uma das músicas mais executadas no exterior, e que seria um dos temas musicais do filme franco-ítalo-brasileiro, Orfeu Negro, ganhador da Palma de Ouro em Cannes e do Oscar de melhor filme estrangeiro.

Segue a crônica de Antônio Maria, As Ruas, escrita no dia 22 de agosto de 1963 (In: Crônica/Antônio Maria. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994, p. 69):



[ESPAÇO DA CRÔNICA]



AS RUAS
(Antônio Maria)



Di Cavalcanti, que está escrevendo um livro sobre o Rio, começa a descobrir ruas de nomes e vidas fascinantes. Uma delas: rua da Coragem, na Penha. Na rua da Coragem, o calor é tanto que as pessoas, aflitas, se abraçam (ou se encostam) à placa da rua, a única coisa que não é morna, na rua da Coragem. Di está convencendo Vinícius de que o homem, com o seu passado de lutas, deve morar na rua da Coragem.

Outra descoberta de Emiliano: rua Dona Francisca. Emiliano mandou, em seu livro, este recado a Dona Francisca: “A senhora nunca pensou em receber esta homenagem”.




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