1 de mar de 2013

[Crítica] ÁLVARO LINS – A Poesia e a Filosofia



                           [PEDRO LUSO DE CARVALHO]


ÁLVARO LINS nasceu em Caruaru, Pernambuco, a 14 de dezembro de 1912. Formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Recife em 1935. Dois anos antes, em 1933, escreveu A Universidade como Escola de Homens Públicos. De 1932 a 1940 dedicou-se ao magistério. Foi professor de Geografia Geral e de História da Civilização no Ginásio do Recife, no Colégio Nóbrega, no Instituto Nossa Senhora do Carmo e na Escola Normal Pinto Junior, em Pernambuco.

Crítico literário, Álvaro Lins foi diretor do Suplemento Literário, redator-principal e dirigente político do Correio da Manhã (1940-1956). Foi convidado pelo Ministério das Relações Exteriores para escrever um livro sobre o Barão do Rio Branco, em forma de biografia, estudo diplomático e quadro histórico da época (1940). No ano seguinte, foi convidado para o cargo de professor (interino) do Colégio Pedro II.

Álvaro Lins foi o quarto ocupante da Cadeira 17, da Academia Brasileira de Letras, eleito em 5 de abril de 1955, na sucessão de Roquete-Pinto e recebido pelo Acadêmico João Neves da Fontoura em 7 de julho de 1956.

Segue a transcrição do nº CVI, do livro Álvaro Lins, Literatura e Vida Literária – Diário e Confissões, editado pela Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1963, p. 83, na qual o escritor aborda o tema sobre o conhecimento da vida pela poesia e pela filosofia:
                     
   
[ESPAÇO DA CRÍTICA]


A POESIA E A FILOSOFIA
            [ÁLVARO LINS]


A poesia e a filosofia são dois caminhos que se destinam igualmente ao conhecimento da vida, a uma penetração interior na realidade do mundo. Na ausência de filósofos, contentemo-nos, pois, com a presença dos poetas. Uns e outros são videntes. Os nossos líricos substituem os filósofos que nunca tivemos. E talvez que não seja uma heresia afirmar a superioridade, a pureza e a grandeza da visão dos poetas. Em geral eles atingem sempre uma posição que ultrapassa a mais audaciosa conquista dos filósofos. E por isso, com certeza, é que os filósofos procuram  hoje aproximar-se de um conhecimento da vida que é mais poético do que filosófico. Poeta volta a significar, como nas suas origens, um criador.



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PEDRO LUSO